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Sáb17082019

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Apple: trabalho infantil em fábricas de fornecedores

a Apple tem sido acusada de lucrar à custa de trabalhadores chineses maltratados e mal pagosDesde 2012 a Apple intensificou a fiscalização das condições trabalhistas em empresas fornecedoras, descobrindo vários casos de discriminação, problemas salariais e uso de trabalho infantil.

Sob o comando de Tim Cook, que assumiu a direção da Apple no lugar de Steve Jobs em 2011, a empresa tomou novas medidas para melhorar seu histórico e ter mais transparência. Isso incluiu minuciosas auditorias em sua vasta cadeira de fornecimento. No ano passado, a Apple aceitou auditorias paralelas da entidade Associação do Trabalho Justo.

O fabricante do iPhone e iPad, que depende fortemente de parceiros asiáticos como a taiwanesa Foxconn Technology Group, disse que realizou 393 auditorias no ano passado, 72% a mais do que em 2011, avaliando as instalações onde mais de 1,5 milhão de trabalhadores fazem seus produtos.

Nos últimos anos, a Apple tem sido acusada de lucrar à custa de trabalhadores chineses maltratados e mal pagos. Essa crítica ganhou força em 2010, após relatos de uma onda de suicídios numa fábrica da Foxconn na China, onde trabalhadores migrantes eram submetidos a longas jornadas de trabalho em troca de salários irrisórios e de espaço em alojamentos superlotados.

Foxconn é o nome comercial da empresa Hon Hai Precision Industry, que emprega 1,2 milhão de funcionários em vários lugares da China.

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