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Seg10122018

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Epidemia do crack chega a Paulínia

Usuário CrackO consumo do crack que antes era um problemas para os grandes centros urbanos, chega em cidades de médio e pequeno porte como Paulínia. Sumaré já tem pontos onde usuários se reúnem para fazer uso da droga. Valinhos possui apenas um ponto de uso de crack.


A pulverização dos dependentes em cidades menores está ligada à ação que desarticulou a concentração dos usuários na Cracolândia de São Paulo, de acordo com a PM da região. Sem tem para onde ir, os usuários vieram ao Interior. Algumas administrações de cidades da região tentam minimizar o problema.

Em Paulínia bairros Morro Alto, Marieta Dian e a Rua São Bento são pontos onde usuários se reúnem para o consumo da droga, a maioria não possui endereço e passa dias sem manter qualquer hábito de higiene.

Os viciados que frequentam o Morro Alto abriram uma “clareira” em uma pequena mata do bairro, que tem acesso pela Avenida João de Souza Filho, para usarem a droga. O movimento no local, chamado de “Pontinha”, começa cedo. Ao meio dia da última quarta-feira, pelo menos 12 pessoas faziam uso do crack. Eles não permanecem no lugar por muito tempo. Depois do consumo, saem para perambular pelo bairro ou seguem ao Centro.

Eu saio catando latinha. Vendo para comprar mais droga”, afirmou Wesley, de 21 anos, dependente desde os 15. O jovem, que nasceu em Santos e morava em São Paulo, não lembra quando chegou a Paulínia. Na mesma roda, outro jovem, de 22 anos, que preferiu não se identificar, disse que há uma semana começou tratamento no Centro de Referência de Dependência Química da cidade. “Peguei os antidepressivos. Mas se eu vejo os caras na rua, a vontade vem. Não consigo me segurar”, contou, mostrando comprimidos do programa em saco plástico.