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Sáb17082019

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Urbanização ameaça minipantanal de Paulínia

Mini PantanalO Terminal Turístico Luis Pelatti de Paulínia, popularmente conhecido como minipantanal, área com 32 quilômetros quadrados, 18 deles pertencentes ao município, sofre com o avanço da urbanização. As águas poluídas do Rio Atibaia, que em seu curso formam grandes lagoas na região, e o assoreamento de parte do curso d’água modificaram o cenário da área de lazer, que todos os finais de semana recebe milhares de visitantes. Apesar de a sede do mini pantanal estar bem conservada, com um amplo espaço de lazer para crianças e árvores que fazem sombra para um agradável piquenique, basta olhar para a margem do rio para observar a degradação.

A rampa construída para permitir o acesso dos barcos direto está com problemas, isso porque uma ilha de lama se formou em frente à entrada das embarcações. Com cerca de dez metros de terra, que divide a rampa de concreto até o leito do rio, é impossível colocar na água qualquer equipamento náutico.

Um frequentador rotineiro do pantanal de Paulínia. Ele utiliza as águas do Atibaia para navegar em seu barco e apreciar a paisagem da região, ou o que ainda pode ser contemplado. Em uma dessas visitas, no mês passado, ele conta que presenciou um jet ski e um barco encalhados no lamaçal. “Ficou impossível de ir. Às vezes o nível do rio sobe e dá para colocar os barcos, mas não tem jeito.”

Apesar do clima agradável da área verde, o assoreamento do rio, acumulado ao esgoto que é despejado no Atibaia, se transforma em incômodo para os visitantes. “Lá é uma área de lazer, mas ao mesmo tempo tem o problema do mau cheiro. A lama fica com um cheiro muito ruim. É uma judiação deixar acontecer aquilo".

Passeios
Os passeios de barco no minipantantal, a principal atração do ponto turístico, estão suspensos. Problemas na documentação para a prática da atividade e ações de vândalos teriam prejudicado a operação dos catamarãs.

O responsável pela manutenção de todos os pontos turísticos de Paulínia, Antonio Donizeti da Silva, afirmou que a paralisação dos catamarãs aconteceu depois que os motores dos barcos quase foram furtados e uma tempestade destruiu a estrutura onde os visitantes embarcavam.

A assessoria de imprensa da Prefeitura de Paulínia informou que o assoreamento não é determinante para a suspensão da atividade, já que acontece apenas em alguns trechos do rio, que é navegável no minipantantal. A Prefeitura confirmou que os barcos estão passando por uma reforma e informou que a expectativa é que um deles volte a funcionar este mês. De acordo com o secretário de Turismo, André Matos, a documentação dos barcos já foi regularizada junto à Marinha Brasileira.