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Proposta da Prefeitura não agrada e sindicato mantém greve

Foto: Felipe Pereira / P! A primeira negociação entre a Prefeitura de Paulínia e o Sindicato dos Trabalhadores do Serviço Público Municipal de Paulínia (STSPMP) não gerou um bom resultado na visão do presidente do STSPMP, Eudinei Cabral. Na leitura da ata da reunião, os manifestantes já expunham o desejo de continuar com a greve, que vai ser votada amanhã às 7h30 na sede do sindicato.

A reunião começou às 14h, com muita expectativa por parte dos grevistas, que pedem aumento de 8% no salário, além da fixação da data-base e correção dos benefícios. Funcionários específicos da saúde e educação também pedem melhores condições de trabalho. Por volta das 14h40, os manifestantes, que lotaram a Prefeitura, cantaram à capela o Hino Nacional. Logo após, um representante do sindicato dos servidores de Campinas veio dar apoio ao movimento grevista, gritando palavras de ordem.

Presidente do STSPMP, Eudinei Cabral, durante leitura da ata. Foto: Felipe Pereira / P!Por volta das 16h, o presidente do STSPMP começou a leitura da ata da reunião com a Prefeitura. Com várias vaias e protestos, os grevistas já acenam a continuidade da greve, que só será decidida de fato amanhã, às 7h30, na sede do sindicato, na Avenida Nove de Julho.

Reunião não foi com o prefeito

A reunião ocorreu com o presidente do STSPMP, o assessor Jurídico, Jamir Menoli, representantes das classes em greve, e os secretários de Negócios Jurídicos, Leonardo Ballone, e a de Finanças, Carolina Bordignon. "O simples fato de iniciar a conversa é um fato positivo, mas a resposta da municipalidade foi frustrante", disse Menoli antes da leitura da ata.

De acordo com a presidência do sindicato, Ballone reenumerou as benfeitorias feitas pelo prefeito José Pavan Jr., que também constam na nota-resposta enviada na segunda-feira pela Prefeitura. Os secretários disseram também que o reajuste dos salários foi maior que o índice da inflação (que é o índice usado em outros lugares), o que foi negado pelo sindicato.

Já sobre a data-base, a Administração Municipal disse que vai enviar para a Câmara dos Vereadores um projeto de lei que estabiliza a data para 1º de março, com um artigo afirmando que a concessão não será feita em ano de eleição municipal. O sindicato considera este artigo inconstitucional, e os grevistas, assim que ouviram a proposta, soltaram vaias.

Grevistas ouvindo a leitura da ata e se manifestando. Foto: Felipe Pereira / P!

Sobre o aumento do vale-alimentação para R$ 135, Ballone foi enfático, segundo o sindicato. "Não há como decidir sobre isso, pois não tenho autonomia". Os secretários falaram também que em 2012 a Prefeitura vai abrir negociação para discussão do valor do vale-alimentação e vale-saúde. A ata também foi levada para o prefeito Pavan, e se alguma mudança acontecer, será comunicada ao sindicato.

Pavan se diz "triste e comovido"

A Prefeitura de Paulínia acaba de enviar nota comentando que a Administração Municipal entende que não há possibilidade de atender as reivindicações do funcionalismo devido ao comprometimento com a folha de pagamento, que hoje atinge 44,65% do orçamento.

A Secretaria de Negócios Jurídicos disse também que se a greve continuar causando transtornos à população, entrará na Justiça pedindo que ela seja declarada como abusiva.

Já o Prefeito, José Pavan Jr., disse estar comovido com a situação e que gostaria de atender as reivindicações. "Estou muito triste e comovido com esta situação. Gostaria de ter a possibilidade de atender às revindicações e promover à população a continuidade dos trabalhos e prestações de serviço. O meu governo tem se voltado ao social, e a greve está prejudicando o povo paulinense", disse. A nota completa com as ações que o Prefeito já fez, já divulgadas anteriormente.

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