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Mais de mil pessoas já morreram no maior terremoto da história do Japão

 

Carro passa ao lado de navio que foi levado à rua pela onda gigante. Foto: Franck Robichon / EFE O forte terremoto de 8,9 pontos na Escala Richter que atingiu o Japão nesta sexta-feira matou pelo menos 1,1 mil pessoas. De acordo com a Agência de Gerenciamento de Desastres e Incêndio, este é o maior tremor que atinge o país em sete anos. Após o tremor, várias réplicas de 6 graus atingiram as cidades. No sábado, por volta das 22h15 hora local (por volta das 10h15 em Brasília), um novo tremor de magnitude 6 na escala Richter aconteceu no litoral de Fukushima. Nesta segunda-feira, uma nova explosão na usina Fukushima 1 alertou o mundo.

O primeiro-ministro do Japão, Naoto Kan, disse que o nordeste do país foi o mais atingido, mas que as instalações de energia nuclear na área não foram atingidas, e não há risco de vazamento de material radioativo. A princípio, o terremoto foi considerado de 7,9 pontos, e depois 8,8 pelo Departamento de Pesquisas Geológicas dos Estados Unidos. Já aconteceram mais de 150 réplicas do tremor, todas variando entre intensidades 5 e 6.

De acordo com a empresa especializada em avaliação de desastres, AIR Worldwide, as perdas com seguro por causa do terremoto podem ultrapassar 35 bilhões de dólares. O valor equivale a perda de toda indústria de seguro global em 2010, e pode aumentar o preço do mercado de seguros. A empresa alertou que a estimativa é preliminar, e que o modelo não considera potenciais prejuízos do acidente nuclear.

Redemoinhos formados após tremor em Sendai. Foto: Reuters

Um tsunami de 10 metros atingiu a costa da cidade de Sendai, no distrito de Miyagi. Barcos da Froça Naval do país foram para a área. Na província oriental de Iwate, algumas cidades foram praticamente varridas do mapa pelo tsunami provocado pelo terremoto, com ondas de até dez metros de altura.

O epicentro do terremoto foi registrado a 400 km de Tóquio, a uma profundidade de 32 km, no Oceano Pacífico. Os primeiros tremores foram identificados às 14h46 (2h46, horário de Brasília). Em alguns pontos do país não há energia elétrica, e em outros o sistema de telefonia foi prejudicado.

Racionamento de energia

O governo japonês anunciou neste domingo que vai racionar energia em partes de Tóquio e em outras cidades. Os blecautes, com três horas de duração cada, vão começar a partir da segunda-feira. O objetivo é ajudar a compensar uma severa queda de energia depois que usinas nucleares foram deixadas inoperantes durante o terremoto e o tsunami no nordeste do país.

Os blecautes vão acontecer na região coberta pela Tokyo Electric Power (Tepco): Tóquio, excluindo a área central da capital, e as cidades de Chiba, Gunma, Ibaraki, Kanagawa, Tochigi, Saitama, Yamanashi e parte de Shizuoka. De acordo com a Agência de Recursos Naturais e Energia, a região coberta pela distribuidora será dividida em cinco blocos e cada área será submetida a blecautes de três horas um dia de cada vez.

Os cortes de energia devem continuar por semanas, disse Tetsuhiro Hosono, chefe da agência, acrescentando que a Tepco espera ter cerca de 25% a menos de poder de fornecimento para esta época do ano.

Google Person Finder

O Google lançou um site para ajudar nas buscas e informações sobre pessoas desaparecidas no Japão.

Através do link http://goo.gl/sagas, o usuário pode "procurar por alguém" ou "dar informações sobre alguém". O Google alerta que não faz verificação das informações, que são sob total responsabilidade de quem a colocar.

Governo afirma que explosão não foi em reator nuclear

O governo japonês garante que uma explosão que aconteceu neste sábado na usina Fukushima 1 não foi no reator e não provocou novo vazamento radioativo. Em coletiva, Yukio Edano, chefe de gabinete do governo disse que a explosão aconteceu por causa de uma reação química entre hidrogênio e oxigênio, e assegurou que diminuiu o nível de radioatividade na área.

O raio de evacuação aumentou para 20km em torno da usina. Essa medida é interpretada como de "prevenção" e que não há risco específico. O acidente aconteceu às 3h36, horário de Brasília (15h36 hora local), quando equipes tentavam esfriar o reator nuclear da usina, danificada pelo tremor da sexta-feira. A explosão derrubou o teto e as paredes do armazém que abriga o depósito do reator e deixou quatro feridos que, segundo a companhia elétrica operadora da usina, não estão em estado crítico.

Vazamento nuclear na sexta

Os 45 mil moradores que vivem na região da usina Fukushima 1 foram obrigados a deixar as casas por determinação do governo japonês. Um pequeno vazamento de vapor da usina aconteceu, mas, de acordo com o governo, não oferece riscos à saúde da população. Yukio Edano afirma que a quantidade de radiação em forma de vapor que vazou da usina não deve afetar o meio ambiente o os moradores do local. "Com a evacuação, nós podemos garantir a segurança", disse.

Já dentro da usina a radiação é mil vezes superior ao normal por causa de uma falha no sistema de refrigeração ocasionada pelo tremor. O governo japonês estuda liberar uma quantidade controlada de radiação em forma de vapor para impedir que os reatores entrem em colapso. A usina Fukushima 2, que fica a 12km da primeira, também enfrenta problemas, e a situação de emergência foi decretada.

Ajuda internacional

"O Japão pediu equipes internacionais de busca e resgate, mas somente algumas", disse à agência Reuters Elisabeth Byrs, porta-voz da agência da ONU para a coordenação de assuntos humanitários, em Genebra. Mais cedo, o órgão disse que cerca de 68 equipes de busca e resgate de 45 países estavam à espera do pedido de Tóquio.

Navios arrastados para a terra após o tremor. Foto: Reuters

Destruição

A onda gigante em Sentai foi tão intensa que matou ao menos 250 pessoas. Ondas de até 10 metros que arrastaram barcos de pesca e outras embarcações pelas cidades. Vários veículos e casas ficaram submersos. Um trem de passageiros da empresa East Japan Railway Co. está desaparecido, segundo informou a agência japonesa Kyodo. O trem estava perto da estação de Nobiru, no percurso que liga Sendai a Ishinomaki, no momento do terremoto.

Um dique rompeu em Fukushima e a água invadiu o continente, destruindo cerca de 1800 casas. Em Aomori, extremo norte da ilha, cinco embarcações grandes, algumas emborcadas de cabeça para baixo, foram levadas pela água. Um navio com 100 pessoas a bordo foi virado pelo tsunami na costa, segundo a agência Kyodo. Ainda não se sabia o destino dos passageiros.

Alerta em outros países

O Centro de Alerta de Tsunamis do Pacífico emitiu um alerta para vários países na costa do Pacífico avisando da possibilidade de ondas que podem chegar até dez metros de altura. Ondas "pequenas" atingiram as Filipinas. Indonésia, Havaí e a ilha americana de Guam não registraram danos, já que as ondas não chegaram a uma altura destruidora.

Informações sobre brasileiros

A embaixada do Brasil em Tóquio disponibiliza duas formas de contato para informações sobre brasileiros. De acordo com o Itamaraty, não há informações sobre vítimas brasileiras. O embaixador brasileiro no Japão, Marcos Bezerra Galvão, disse que não há notícias de vítimas brasileiras. Ao todo, 254 mil brasileiros vivem no país, grande parte em Nagóia.

E-mail: Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo.

Telefone (no Japão): 00 21 313 3404 5211

Telefones (Brasil): (61) 3411-6752, (61) 3411-6753, (61) 3411-8804 (de 8h às 20h) e (61) 3411-6456 (de 20h às 8h e finais de semana).

Vídeos

Confira reportagem da Globo News às 4h05 da manhã desta sexta-feira

Veja o momento que o tsunami atinge o país asiático

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