Seg01092014

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Rebelião na penitenciária de Itirapina

Rebelião na penitenciária de ItirapinaA rebelião na penitenciária de Itirapina, no interior de São Paulo, terminou depois de mais de 21 horas. Segundo a Secretaria de Administração Penitenciária (SAP), o motim terminou às 8h20 desta segunda-feira (15 de julho).

Dois presos morreram e ao menos 68 pessoas foram mantidas reféns, entre crianças, gestantes e idosos. Todos os reféns foram liberados.

A SAP informou ainda que, com exceção dos dois mortos, mais ninguém ficou ferido e nada foi quebrado na unidade.

A Tropa de Choque entrou na cadeia, segundo a SAP, depois que a revolta terminou para auxiliar os carcereiros em procedimentos de rotina como revista das celas e contagem dos presos.

De acordo com uma testemunha, a rebelião começou quando uma visitante foi impedida de entrar por problemas na documentação. O marido dela teria ameaçado matar alguém como forma de protesto contra a penitenciária e, então, os detentos não deixaram mais ninguém sair do local.

Um funcionário do presídio disse que o que houve foi um desentendimento entre os detentos. "Não é uma rebelião", afirmou, acrescentando que as celas não foram depredadas nem incendiadas.

Segundo a SAP, entre as pessoas mantidas reféns estavam idosos, gestantes e crianças. Muitas viaturas da Polícia Militar vieram de várias cidades para reforçar o efetivo local.

Os detentos reivindicam a presença de médicos, atendimento judiciário e ampliação do horário de visita até as 16h. A Polícia Militar disse ainda que os detentos querem celulares. A penitenciária de Itirapina tem capacidade para 210 presos, mas abriga 602 homens.

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